terça-feira, 24 de maio de 2011

Protesto dos Professores





Adair Loredo, o secretário de governo escalado para defender o prefeito


Cerca de 400 professores da rede municipal de ensino paralisaram suas atividades na manhã hoje, 24 de maio, para exigir a abertura de negociação com a Prefeitura de Taubaté sobre Plano de Carreira e Reajuste Salarial para a categoria. Segundo David Carneiro, um dos líderes da manifestação, “queremos uma proposta concreta de revisão salarial por parte da prefeitura”.
Durante o ato foi formada uma comissão de 14 membros representada por professores do ensino infantil e fundamental para negociar com o governo. Mais uma vez o prefeito Roberto Peixoto não recebeu a comissão e designou o secretário de Governo e Relações Institucionais, Adair Loredo, para atender a comissão. Surpreendentemente, a Prefeitura de Taubaté não tinha uma contra proposta para apresentar aos professores. Até o advogado Adair Loredo, escalado para defender o Palácio Bom Conselho nestes tempos de crise, reconheceu a incompetência da Prefeitura de Taubaté ao declarar que “quero reconhecer que nós falhamos com a categoria (dos professores)”. O secretário prometeu apresentar publicamente uma contra proposta para a categoria até o dia 1º de junho.
Atualmente o piso salarial dos professores é o menor salário pago entre todos os servidores do município, cerca de R$ 1.118. Os professores protocolaram um documento pedindo um reajuste de 40,1%, que, segundo eles, seria apenas a reposição das perdas dos últimos quatro anos em que não tiveram reajuste. Uma nova assembléia foi marcada para o dia 27 de maio, às 18h, no clube dos funcionários municipais de Taubaté, onde será discutida a possibilidade de greve. Fotos de Pablo Schettini

8 comentários:

Anônimo disse...

A vereadora Pollyana Gama (PPS) tentou, mas no exato momento que ia falar ao grupo os manifestantes desligaram o microfone!

Anônimo disse...

Sr.Paulo de Tarso esses meninos são bem intencionados,estão motivados ,mas são surdos .Até o momento dessa manifestação não haviam invocado a proteção sindical.
Sindicato ,pelego ou não,deveria ser acionado.Não se deram conta de que essa movimentação não tinha proteção,nem amparo legal.
Esses jovens falam de legitimidade,mas não se dão conta de que há necessidade de legalidade.Sem uso da Lei de Greve serão chamados de baderneiros,o que não são,qualquer Juíz julgaria uma greve legitima ,mas não legal.Por favor ao seu conclamo talvez escutem.

Anônimo disse...

Os professores de Taubaté são iinocentess e em seu blog informam que convocaram o sindicato municipal,infelizmente não compreendem a diferença entre convocar um sindicato e invocar sua proteção.O artigo 4° da lei de greve nos alerta sobre quem deve convocar na forma de seu estatuto assembléia geral que definira as reivindicações da categoria e deliberara sobre paralisação de serviços. dessa forma caminhamos para a ilegalidade.

Anônimo disse...

Os professores que se movimentam em Taubaté não conhecem mesmo a lei de greve.Alegam que o movimento legal,mas até a data de ontem não haviam invocado a proteção sindical,segundo o sr.Fabricio Peres,essa medida seria tomada hoje.Se isso acontecer será oo primeiro passo para a greve.1º passo legal.
Sinto informar que os professores caminham sobre o fio da navalha.Temo que a massa de manobra,a turba enraivecida será detonada.

Anônimo disse...

Os professores correm mtos riscos ,se a movimentação ,por incompetência,for declarada ilegal todos sairão no prejuízo.Parece que alguns manifestantes estão mais preocupados em fortalecer uma associação profissional do que amparar ao trabalhador.
Infelizmente não seguem aquilo que diz a lei de greve e todo juiz,por defender a lei,considerará essa manifestação ilegal.

Anônimo disse...

Sobre o apoio de um Sindicato à "greve" dos professores, tenho uma pergunta. Outro dia, ao fazer uma busca, encontrei esse site: http://sis.dieese.org.br/detalhes.php?tipo=cnpj&cnpj=07288958000179
Alguém sabe me responder se esse sindicato existe ou existiu? O SINPRO-TAU não pode apoiar os professores?

Anônimo disse...

NÃO É POR ACASO.
Sinto que muitos dos professores de Taubaté se sentem traídos,mas será que houve uma traição?
Quase todos os professores se sentem ofendidos pela forma que a administração municipal nos trata.
Somos tratados com desprezo,somos humilhados e ,principalmente ,taxados de despreparados.E pior sinto que isso não vai mudar.
Inquestionável é o fato de que os professores estavam mal preparados,orientados e pq não dizer mal intencionados.As pessoas que ousaram discordar do grupo mmajoritário foram taxadas de pelegos.Aqueles que tentaram incluir o Sindicato nas discussões foram ,da mesma maneira,tratados como pelegos.
Os 13% ,então,se transformaram num lucro enorme,visto que sem o sindicato essas discussões não são nem legais.Nos deram um cala a boca enorme.Nos amordaçaram.Pior nos presentearam.
A generosidade da prefeitura me envergonha, mas triste é perceber que os tolos levantam as mãos para o céu e agradecem ao Prefeito.
Para a adminitração foi uma vantagem negociar com os professores ,foi um lucro enorme,uma vez que despreparados e sem apoio legal a comissão teve que abaixar sua cabeça e sair com o "rabo entre as pernas".E não é que o cachorro morto,como diziam alguns professores,conseguiu escapar de mais um cerco.
Eu não fui traido,como muitos,mas não gostei do presente que recebi.

Anônimo disse...

E o professor toma mais um"toco".Os 13% são apenas um pequeno mimo da Prefeitura de Taubaté.A comissão de professores não tinha legitimidade para negociar ,pois não tinham respaldo nem do sindicato dos servidores municpais ,nem da legislação de greve.Ponto para o PIOR PREFEITO DA HISTÓRIA DE TAUBATÉ,levou todo mundo no bico por incompetência dos professores e daqueles por,nós ,escolhidos.
13% sem o sindicato é um presente barato para alguém Tão "respeitado" ou é mais uma vitória de d.Peixoto.