quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ana Laura de Camargo

Eu tinha 8 anos. Perdi meu pai e recebia a visita e o carinho de Dona Jurema. Paulo estava preso. Mesmo ali, ele me ensinou a não ter medo, a fazer minhas próprias guerras à procura do que fizesse sentido, do novo, bom, audacioso, desregrado até. Fez-me ver que não perdemos a capacidade de sonhar. Hoje vejo que sempre fomos amigos, e compartilhamos, de certa forma e desde sempre, as mesmas lutas, alegrias, perdas e desilusões.

Ana Laura de Camargo



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