sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sayuri Carbonnier


Paulo de Tarso.
Ilustre, o mais ilustre dos meus amigos. Acho que tem muito a ver com integridade, pouco com celebridade, pois então: manda um beijo meu estalado na bunda dele.

Sayuri Carbonnier

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sequestro do Blog do Jornal Contato

Nós, os amigos do PT, do Paulo Cadela, do Paulo de Tarso, nesta noite memorável de 19 de outubro de 2010, invadimos e sequestramos o blog do Jornal Contato.

A seguir, no calor da emoção, nossos depoimentos (e exigências afetivas para a devolução da senha…).

Fotos

Fotos da entrega do Título de Cidadão Taubateano a Paulo de Tarso Venceslau na noite de 19 de outubro de 2010 - Câmara Municipal de Taubaté

Livro

O livro "Uma história para o Paulo" organizado por Sebe pode ser visualizado ou baixado em http://issuu.com/dinamarco/docs/livrocapapt

Angelo José Domingues de Moraes

José Carlos Sebe Bom Meihy

Meu caro Paulo de Tarso, cidadão taubateano, amigo.

Esta mensagem, ainda que escrita por mim é atestado de uma geração e de quantos se perfilam ao seu lado como parentes, amigos, parceiros. Letras e imagens se juntaram de formas plurais, mas sempre insatisfeitas por não dar conta da missão de falar na intimidade do significado de sua presença em nossas vidas. Precisei de seu exemplo de moço insistente para chegar a algum termo, ainda que imperfeito e merecedor de apagamento. A tarefa foi árdua, creia, e por mais que buscasse solução presumível, não conseguiria reproduzir o caleidoscópio tradutor de seu desenho em histórias compartilhadas. De toda forma, pensei, juntamente com Ana Laura e Luciano Dinamarco, em um inventário afetivo, depósito amoroso de frações, passagens de convívios costurados na vivência de tantos. Sua marca em cada pessoa constitui a vida deste texto que não existiria sem você.

Confesso minha temeridade frente à aventura de ser o repórter da aventura de muitos que, de uma forma ou outra, participaram de sua trajetória. Por tentativas repetidas, tudo ficava mais intricado na medida da palidez das palavras que, por mais que se combinassem, não dimensionavam a fecundidade de experimentos que afinal não são apenas seus. Ao fazer nossa a sua história ou sua a nossa, imaginei as cores possíveis para um desenho vivo que deveria fugir da frugalidade transparente na saudade antiga, na nostalgia encantada, em passagens pitorescas. Sobretudo, me pareceu dever retraçar a construção do respeito e dignidade, conseguidos pela luta de alguém que pagou para ver. Foi assim que se pensou em juntar recortes amigos que se perfilaram como atestado do que você representa para nós. Saiba que em todos que escreveram transpareceu o afeto admirado, o sentido histórico de ser parte do seu/nosso mundo. E se comemorar é “ação de compartir memória”, hoje a festa não é exclusiva sua. E há razões para tanto, posto que se insiste em evocações algo mitológicas, grandiloqüentes, reveladoras de seu significado que funde a figura pública e o amigo especialíssimo. Sobre você, tenha certeza, cada um tem uma história singular a ser narrada e assim, na delegação do Título de Cidadão Taubateano, conferido neste dia 19 de outubro de 2010, se interna mais do que a homenagem oportuna. Falo de justiça; de reparação também. Animando os motivos expressos no tributo que segue reside o reconhecimento de todos que o reconhecem como guerreiro incansável e o “taubateano” mais utopista da nossa turma.

A excepcionalidade da cerimônia de hoje inverte o correr dos dias comuns da aparente pacata Taubaté. Há motivos, pois não é qualquer pessoa que agora recebe a cidadania delegada pela nossa Câmara Municipal, cenário de tantas batalhas. Você, seguramente, merece mais do que ninguém o beijo cívico implicado no ato protocolar, mas não só. Ao contemplar hoje sua faina torna-se possível rever os caminhos trilhados por um conjunto completo de meninos que aprenderam a se tornar jovens e maduros no trajeto político de um país que passou pelo trauma da ditadura política e da superação que nos fez construir o caminho da liberdade. Diria, sem medo de equívoco, que você é a melhor estampa, metáfora perfeita do bom combate de taubateanos pela democracia. Assumamos desde logo dois predicados seus: 1- o retorno ao lar e 2- a insistência – por vezes incompreensível – pela liberdade de imprensa.

Sua presença em Taubaté, depois de tudo remonta a volta de um Ulisses que não se cansou da Odisséia. É como se prestasse conta de tudo que fez e assumisse o dever de olhar nos nossos olhos coletivos e dizer: fui, fiz e voltei. Imaginemos o que seria Taubaté sem você. Pensou?! Antes o menino rebelde, inquieto, travesso, namorador, fanfarrão, depois o agitador que avermelhou nossas esperanças e circulou sangue no sistema político nacional. Como ninguém, você assumiu uma proposta que tinha que ser radical. E foi por completo, inteiro, com tudo, sem medir forças, afetos, riscos. E levou nossa passividade ao limite do suportável. Paulo, voltar à “Terra de Lobato” (para usar sua expressão cara) me parece gesto exuberante de dignidade. Nossa Ithaca só tem a agradecer. Seu retorno foi como se fincasse no solo pessoal de cada taubateano, o estandarte de uma luta que, de certo modo, acabou sendo nossa porque filtrada em você. Na dor da prisão, saiba, muitos sofreram. As lágrimas de sua mãe, a dor de seu pai e irmãos, eram coletivas. Mesmos os detratores da liberdade sentiam em você o “nosso menino guerrilheiro”. Não resisto lembrar que até mesmo aquele delegado que nos atormentava se sentiu constrangido em não facilitar visitas e até trazer notícias que se espalhavam medrosas, mas sutis e insistentes. E foi para essa Taubaté que você voltou. Isto é memorável. Sempre falo com o Renato Teixeira dos dilemas dos que ficam X os que saem. Os que ficam, muitas vezes, sacrificam a dimensão de carreira; os que saem ganham alguma notoriedade e, entre uns e outros, você, que teria tudo para se engrandecer fora, preferiu voltar. Outro dia, pensando em você, concluí que a dose de água que lhe foi dada da Bica do Bugre foi exagerada.

Mas você não voltou como saiu. De maneira alguma. Não mesmo. Entre tantas coisas que padeceu, a lição que nos trouxe foi de aprendiz de negociador. Você se tornou doce mediador de causas inabaláveis, ainda que nem sempre oportunas. Ao trocar a luta pelo diálogo, juntou o guerreiro sonhador com o respeitável homem público que é. Primeiro insistiu na luta institucional e fez vigorar o que alguns diziam na surdina “ele é PT ao quadrado”. Era o Paulo de Tarso (PT) no Partido dos Trabalhadores (PT). Iniciais complexas se fundidas. Complexas e contraditórias na pauta do tempo. Outra vez o arquitetador visionário rendia tributo às linhas da ordem. Pensava você então que nos trilhos político-partidários seria viável mudar o país. Era outra tentativa. Ao constatar as artimanhas da política institucional, mediu o caminho das impossibilidades. Saldou a dívida com o caro salário do sonho aposentado. Continuou lutando, contudo, e sua voz ecoou ao denunciar, mesmo queimando o lugar que lhe poderia ser bem posto. Caríssimo, você negou e foi negado, mas... mas continuou lutando. Quixote birrento, você montou em outro cavalo e constituiu um Sancho Pança também coletivo e o eterno “Cavaleiro Solitário” resolveu virar jornalista.

Em sala pequena inventou o Contato e “contatando”, formulou a constante desculpa de que seria para o filho o jornal. Na realidade, o nosso guerreiro mudava de armas e assumia uma guerra doméstica. O campo de batalha variou para as letras e o cenário amplo se internou no local. O que jamais deixou de ser abdicado, porém, foram os valores essenciais: a luta pela democracia, pelo bem estar e pela boa política. E aqui a história do Paulo se fecha em círculo perfeito. O eterno retorno se justifica na trajetória de seu personagem ilustre: saiu de Taubaté, para Taubaté voltou; saiu lutador da democracia e para a democracia local voltou. Mudou as armas, variou o cenário. Só. Mas cumpriu-se nesse périplo uma meta redonda. É curioso como o círculo vale como figura ideal. Curioso, sobretudo porque é também a imagem do abraço que se lhe faz centro de uma roda; roda de amigos.

Paulo, emocionado termino esta mensagem que continua nas palavras de demais. Sei que você entende cada gesto inscrito neste esforço, mas saiba que, sobretudo, ele é apenas projeção do que você nos é. E continuará sendo agora, ainda mais TAUBATEANO.

José Carlos Sebe Bom Meihy

Amigos

Ana Laura de Camargo

Eu tinha 8 anos. Perdi meu pai e recebia a visita e o carinho de Dona Jurema. Paulo estava preso. Mesmo ali, ele me ensinou a não ter medo, a fazer minhas próprias guerras à procura do que fizesse sentido, do novo, bom, audacioso, desregrado até. Fez-me ver que não perdemos a capacidade de sonhar. Hoje vejo que sempre fomos amigos, e compartilhamos, de certa forma e desde sempre, as mesmas lutas, alegrias, perdas e desilusões.

Ana Laura de Camargo



Luciano Dinamarco

Certo dia Millôr disse: "Sou contra a extrema-direita, contra a extrema-esquerda e sobretudo contra o extremo-centro." Pois meu amigo Paulo de Tarso Venceslau também é, perseguido pela direita e pela esquerda, defendendo a coerência sem jamais temer opinar.

Luciano Dinamarco

José Bernardo Ortiz

O companheiro Paulo é o responsável pelo (re)nascimento da imprensa independente e opinativa em Taubaté, cidade que escolheu e que hoje finalmente o escolhe, reconhecendo sua importância como cidadão que caminha com passos firmes e com propósito, provocando reflexões e consciências, num momento em que Taubaté tanto clama pelo exercício crítico e pleno de cidadania.

José Bernardo Ortiz

Eliana Malta 


Você foi o maior dos meus sonhos e de todos os abraços, o que eu nunca esqueci... A maturidade me ensinou a te amar...de outro jeito!

Beijos,

Eliana Malta

outro


Num dos carnavais da década de 60, o Paulo e eu éramos namorados. Muito jovens e apaixonados. Mas, carnaval era carnaval e o moço se libertava das amarras do cotidiano para cair na farra dos quatro dias de momo. Eu, a mocinha da história ia aos bailes mas deveria me comportar muito bem. Não ficávamos o baile todo juntos, pois o Paulo chegava bem mais tarde ficando no "esquenta" com a turma. Nesse carnaval, eu estava vestida com um sarongue azul turquesa e o Paulo com o famoso índio que vez ou outra era também usado pelo Dino. Além de muita bebida, também cheirávamos muito lança perfume, rodoro purinho. Tudo escondido, mas liberado no salão. Como o Paulo era muito visado, não arriscou entrar com o aroma enlouquecedor. Mandou me chamar para fora do clube e lá pediu que eu entrasse levando o lança perfume entre meus seios avantajados. Lá fomos nós para mais voltas no salão. Num dado momento aquele índio sedutor me arrasta para o "elefantinho", lugar para um bom "amasso" e também para usufruir do rodoro. Assim que apertou não saiu nada...havia evaporado em meu corpo durante as várias voltas dadas pelo salão. O índio virou bicho e me deixou de castigo o resto do baile, sem ficar comigo. Chorei, chorei até que acabou o som e na escadaria do grill voltamos a ser namorados com muitos beijos e juras de nunca mais me fazer chorar, até a próxima noite de folia, quando então nos transformávamos em tirolesas, colombinas, espanholas à espera do homem amado....
Era 1969, o Paulo já não vinha muito para Taubaté. A clandestinidade não permitia mais ter uma vida comum. Nessa, eu não o via já mais de um mês. Sem notícias, tomei uma decisão, iria procurá-lo na cidade grande. Eu tinha 17 anos, cursava 3º ano do normal no Bom Conselho na parte da manhã. Com a ajuda da Maúcha, minha prima, arquitetamos um plano. De manhã bem cedo, quando nossos pais fossem para o trabalho, eu iria para casa dela, trocava o uniforme por roupa normal e seguiria para a rodoviária rumo à São Paulo. Assim foi. Chegando lá, fui direto para o endereço que peguei com ele já fazia tempo. Era na Praça Roosevelt. Entrei no prédio com muito medo, Bati na porta, e depois de uns 10 minutos ela se abre com um dos companheiros com uma arma na mão. Quase caí...mas era apenas um dos sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick que ao me ver, disse...PT, seu bauzinho está aqui.....

Eliana Malta

Maúcha


Ao amigo Paulo, um grande abraço pela merecida homenagem. Você é taubateano de coração e um defensor de nossa cidade como poucos.
Beijos da Maúcha




Luiz Antonio Consorte

Paulo Contato de Tarso amigo de décadas que sempre manteve relações estreitas com toda minha família e que emocionou a todos na homenagem que prestou a meu pai. Parabens pelo titulo mais do que merecido pelo homem, amigo, cidadao e tambem pelas informacoes que nos tem dado no seu folhetim.

Luiz Antonio Consorte

Sua irmã, Mareju

Paulo, querido irmão caçula. O desejo de viver, o valor que você dá a vida, o alto preço que pagou para estar hoje conosco é a sua grande marca. Eu sou testemunha disso.

Sua irmã, Mareju.

Do irmão, Zé

Paulo,

Queria que Papai, Mamãe e a Lourdes estivessem aqui agora conosco para abraçá-lo e demonstrar-lhe o nosso orgulho por essa sua conquista.

Do irmão, Zé

Maria Lucia V.C.M. Costa

"PT: quando soube que você receberia essa homenagem pensei que escolheram a pessoa certa, o Taubateano certo. Pelo o quanto você ama e prestigia essa SUA cidade. Lembrei-me do vovô Venceslau, seu pai, recebendo essa homenagem, fiquei feliz e tenho certeza de que ele está muito feliz também. Parabéns, beijos da sua sobrinha Malu."

Maria Lucia V.C.M. Costa

Ivan Negrão

Eis mais uma oportunidade de enfatizarmos a grandeza dessa nossa amizade. Saúde e Paz",

Ivan Negrão

João Bosco Padula de Castro

“ Fiquei muito feliz e quero abraçá-lo, nossa amizade é muito grande. Esse título mais do que merecido demorou a chegar, temos que comemorar como antes fazíamos, fazemos e faremos, sempre”

João Bosco Padula de Castro

TECA

PT Tio:

"Taubaté é minha referência de infância: a casa de minha avó, o mercado, a praça, o carnaval no clube e você brincando com a gente na piscina do TCC. Sempre boas as lembranças. Te vejo como um apaixonado por suas raízes cidadãs, por sua história de juventude que voltou para acrescentar alguns capítulos. Essa é mesmo sua casa. Um grande beijo com muita alegria,

TECA

Marcos Venceslau

"Tiozão, todo mundo tem um ou deveria ter, aquele que brinca, faz palhaçada, te trata como moleque de verdade e ensina coisas que só ele sabe! Esse foi meu tio PT, de quem, como menino, sempre tive orgulho de ser sobrinho!!!"

Marcos Venceslau

Régis Machado

“Morei trinta anos em Taubaté. Conheci Paulo de Tarso há mais de quarenta e cinco anos. Garoto, magrelo, agitado, louco e doidão, sempre aprontador, divertido pra caramba, tantas histórias por Taubaté. Lembro-me das comemorações no bar do Alemão, era um bar delicioso, gostoso, em frente ao Cine Metrópole, áureos tempos, o bar era frequentado pela elite do Vale do Paraíba, a cada vitória da nossa Fanfarra íamos lá comemorar e em muitas ocasiões terminávamos travando guerras de mostarda. E o Paulo junto com a gente ali, sempre. O bilhar da praça era o lugar onde os juízes, desembargadores, médicos hoje famosos ficavam também. Depois a gente ficava jogando conversa fora ali debaixo de um poste que tinha na esquina, tomando uma cervejinha: eu, Paulo de Tarso, Morgado, Mascaretti, Renatinho Teixeira… Depois, quando prenderam o Paulo foi aquela correria, eu era muito amigo do pai do Paulo, queria muito bem ao Dr. Venceslau, passava na porta da casa dele e ele sempre estava ali, de terninho elegante, a cada encontro confessava preocupação com Paulo e com a falta de notícias e informações não chegavam direito para a gente, chegavam distorcidas, nós não sabíamos o que de fato estava ocorrendo com ele, chegavam notícias de tortura e isso amedrontava, era assustador”.
“Paulo é, essencialmente, um idealista, ele vai chegar com esse jornal Contato em lugares inimagináveis, de uma hora para outra ele vai surpreender todo mundo, sei disso, vai se transformar num grande jornal, numa editora… porque ele tem a coisa na cabeça, é idealista no duro, é um cara honesto e lutador, tanto que aqui em São José ele denunciou as falcatruas que ocorriam e que anos depois se confirmaram, ali foi o começo da corrupção que existe hoje".

Régis Machado

Pedro Venceslau – jornalista

“Eu estava na quarta série do primeiro grau quando ganhei de meu pai a primeira (e única) máquina de escrever. O presente foi um incentivo à idéia de montar um jornal da classe (imagino que ele tenha ficado aliviado por eu não pedir uma sapatilha de balé ou um revólver de brinquedo). O fato é que a publicação, reproduzida por Xerox, foi um sucesso retumbante entre os demais 20 coleguinhas. O mini império midiático durou pouco. Logo outro aluno -filho de pais abastados apareceu na escola com outra publicação feita em computador (coisa fina na época) e todo colorido. Resultado: a escola deu de costas à liberdade de imprensa e proibiu os dois. Meu pai tomou as dores e tentou reverter o quadro, sem sucesso. Muitos anos depois, ele lembrou dessa história quando contou que estava montando um jornal de verdade em Taubaté. Custei a acreditar que poderia dar certo. E lá se foram dez anos. Mesmo sem estar no calor da luta dos fechamentos diários, escrevi e acompanhei todas as edições do Contato. Na incrível história do Paulo de Tarso, o verdadeiro PT, esse foi sem dúvida o combate mais longo. Uma década de resistência aos encantos do poder e ataques dos pequenos coronéis. Dez anos de imprensa livre e investigativa. Não podia ser diferente. Afinal, a gente nasce e morre todos os dias...”

Pedro Venceslau – jornalista

Marlon, Carol e, agora, Miguel

Conheci o Paulo de Tarso, sempre com um Contato em mãos, numa quarta-feira de sessão na Câmara em maio de 2005. Dias depois sentávamos na redação, já na Francisco Eugênio de Toledo, para que ele me orientasse no que seria a minha primeira de muitas pautas para o seu combativo jornal. Uma escola que me serviu de casa; um homem que terei sempre como exemplo. Passados esses cinco anos, querido Paulo, mesmo à distância, nesta oportuna e merecida homenagem, renovo o compromisso de conservar esse vínculo com o rigor daqueles que amam.

Parabéns, meu amigo. Amamos você. Beijos...
Marlon, Carol e, agora, Miguel

Mouzar Benedito

Conheci o Paulo de Tarso quando trabalhava no jornal Versus. Recém saído da prisão - foi preso político - ele se integrou ao jornal e foi um grande companheiro. Ficou lá até o jornal ser "tomado" pela Convergência Socialista. Além dele e da sua namorada na época, Renata Vilas Boas, eu fui o único a ficar contra a Convergência, mas permaneci no jornal até achar que ele tinha virado um mero boletim. De mais belo jornal da imprensa alternativa, tornou-se boletim de uma tendência política. Aí, saí também. Depois nos encontramos no PT. Se for para dizer uma só frase sobre ele, lá vai: "Durante todo o tempo em que tive um convívio com o Paulo de Tarso, desde sua saída da prisão até a fundação do PT, sempre foi um grande e fiel companheiro de militância política e jornalística".

Mouzar Benedito

Fernando Ito

HÉRCULES

PAULO CADELA COMO É CONHECIDO ENTRE AMIGOS
TALVEZ FOI UM DOS POUCOS QUE DEU A CARA A TAPA
PAGOU CARO , COLOCOU O DEDO NA FERIDA
FIQUEI MUITO ORGULHOSO QUANDO FOI FAZER A SUA ACAREAÇAO NO CONGRESSO NACIONAL DEFENDENDO A ÉTICA
PAULO SERÁ UM ETERNO GUERRILHEIRO COM ALMA TAUBATEANA

Fernando Ito

CONDE AFONSO

A data que nos conhecemos deve ter sido lá pelos idos de 1958 ou 59. O PT sendo muito eclético, freqüentava alternadamente o Clube da Lona ( do qual sou membro) Miseráveis, Clube do Cabide e outros grupos de nossa juventude. O Paulo demonstrou ser uma pessoa do bem quando em S J Campos estudando Economia, morava na casa de minha tia ( como pensionista) porém numa ocasião, não tendo sido muito bem tratado, ele ao saber, não se conformou e na mesma noite me levou para sua República onde tivemos que dormir de valete vários dias, até eu conseguir a doação de uma cama. Continuando nossa amizade, o Paulo foi meu bicho me Faculdade e, tendo os veteranos resolvido não aplicar trote, ele me pediu encarecidamente que raspasse seu cabelo ( o que fiz ). Antes disso, houve uma fato hilário que ocorreu quando membros do Clube da Lona foram roubar frango (ato corriqueiro em nossa juventude), desta vez do quintal do Seu Filhinho da Farmácia em Ubatuba. Embora o PT nunca tivesse participado até aquela noite, o Seu Filhinho estava de tocaia e saiu atrás da gente com uma garrucha velha e nos forçou a sair em desembalada corrida parando na praia do Cruzeiro, pondo os bofes pra fora. Naquela data acusamos o PT de "pé frio", coitado, pois participamos de outras gatunagens de penosas e tudo correu bem. Complementando, devo informar que o PT foi nosso padrinho de casamento juntamente com a tia Abigail, por parte da Heloísa. AMIGO PRESENTE E DE CONVICÇÕES SÓLIDAS, QUE NUNCA SE DEIXOU ABATER PELOS REVEZES DA VIDA.

CONDE AFONSO

Nicole Doná

Posso dizer que foi Paulo de Tarso quem foi atrás de mim, quando eu ainda era estagiária na Câmara Municipal de Taubaté e ele precisava de fotos para o encarte especial, aquele que sai todo final de ano no jornal CONTATO. Acabei virando funcionária do semanário e, em pouco mais de um ano, já acumulo cargos. Além de diagramadora, sou guru de tecnologia e, nas palavras dele, sempre presente com alguma mandinga para quando “Bill Gates” trava seu notebook ou “Steve Jobs” some com a campainha do Iphone. Brincadeiras à parte, o título de cidadania taubateana só vem confirmar ainda mais a importância do tempo e amor gastos por Paulo em prol da cidade

Nicole Doná

Isa Márcia Tavares de Mattos

Paulo de Tarso: ética e verdade. Além do mais, meu MANO VÉIO.

Isa Márcia Tavares de Mattos

Lidia Meirelles e Kiko

É com emoção que dizemos ao amigo Paulo do nosso carinho, admiração e, do grande contentamento por estarmos ao seu lado nesse dia, onde se torna oficialmente filho desta terra, que já o carrega em seu ventre desde sempre!

grande abraço,
Lidia Meirelles e Kiko

Terezinha e Nilton Romeu

Paulo de Tarso , com certeza o mais fiel dos amigos . Está sempre presente com a sua simpatia , alegria e solidariedade . Tem sido uma grande bênção tê-lo como amigo durante todos esses anos.

Terezinha e Nilton Romeu

Paulinho de Almeida

Taubaté abraça um filho escolhido, um idealista inoxidável. Eu abraço o amigo generoso.

Paulinho de Almeida

Bernardo Guerreiro

Paulo de Tarso, um cidadão que colocou bravamente sua vida em risco, lutando por um Brasil com liberdade política, livre expressão do povo, numa época difícil, em que as opiniões eram limitadas e censuradas.

Bernardo Guerreiro, 16 anos, vestibulando de Comunicação, esperançoso de estagiar no Jornal Contato em 2011.

Herbert Bretherick

Paulo de Tarso foi responsável pela minha infância totalmente segura. Nenhuma rua de Taubaté era tão segura quanto a minha. Graças ao Paulo, nossas brincadeiras de rua eram vigiadas pelos órgãos de repressão 24 horas por dia.

Herbert Bretherick, então vizinho da Eliana Bolacha em 1969.

Wladimir Salim Minhoto

Paulo de Tarso Venceslau

Guerreiro! Grande Amigo! Certo nas horas incertas. Um abração,

Wladimir Salim Minhoto

André Saiki

O Paulo de Tarso cultiva como poucos, a amizade que, segundo o professor Doutor Antônio Marmo de Oliveira, "é exclusividade dos honestos". O título que merecidamente lhe conferem, deixou-o eufórico e permite por tripla razão que o chamem de PT, além de Patriota, agora também Taubateano...Ainda se fará justiça pela sua exemplar participação na história recente do Brasil.

André Saiki

Fabrício Junqueira

O conheci como leitor, escrevia no "Matéria Prima" do internacional Barão de Passa Quatro. Lia atentamente seus textos, e em seguida, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente quando comecei pela Jovem Pan a fazer cobertura da Câmara Municipal de Taubaté. Conhecia sua trajetória política, e convidado pelo meu grande amigo Marlon Maciel Leme, comecei a escrever no "Contato" e conheci o Paulo. Pessoa sempre séria, comprometido até a raiz do cabelo com a informação e que não se curva a nenhum poder. Ganhou minha admiração e um colunista esportivo. Parabéns Paulo pela homenagem e saudações corinthianas, pois além de ser um ótimo jornalista, é também corinthiano.

Fabrício Junqueira

Ana Lúcia Vianna

Sempre é dificil escrever sobre um amigo especial pois queremos guardar só para nós o que de melhor enxergamos nele. Seria como nos espelharmos no que não pudemos ou não soubermos ser. É aquele segredo que não queremos que ninguém saiba. Paulo pertence ao grupo das pessoas que não ficam perguntando o que aconteceu ou então ao das que olham as coisas acontecerem. Ele ainda faz as coisas acontecerem. Um grande abraço e parabéns por também fazer parte do grupo de amigos especiais.

Ana Lúcia Vianna

Marcos Limão

Conhecer e trabalhar com Paulo de Tarso Venceslau foi um presente que o destino me reservou. O considero meu pai de profissão. Fui seu estagiário, repórter, editor e fotógrafo no Jornal CONTATO, por sinal, o jornal mais polêmico de Taubaté. Mais que isso: junto à atividade jornalística, aprendi a ser honesto. Ele me ensinou a querer as coisas certas no país da impunidade. Vou carregar para sempre estes ensinamentos. Pra mim, o Paulo de Tarso Venceslau é o típico revolucionário incorruptível”.

Marcos Limão

Mayra Salles.

“A primeira vez que ouvi falar do Paulo de Tarso foi pelo codinome Paulo Cadela. Meu tio-avô Carlos Neves sempre conta uma história dos tempos de menino em que eles brigaram e o Paulo foi com um canivete para cima dele. Anos depois descobri que o Paulo de Tarso e o Paulo Cadela eram a mesma pessoa. E que a história contada pelo meu tio tinha uma outra versão. Com o tempo fui conhecendo um pouco mais da pessoa e da história de vida do Paulo de Tarso. Logo depois que minha filha nasceu, queria muito voltar a trabalhar, mas não tinha com quem deixá-la. A solução era levá-la junto comigo para a redação do jornal, que ganhou uma decoração diferenciada com os brinquedos da Manuella. É difícil imaginar uma redação a pleno vapor em meio a fraldas, mamadeiras e brinquedos. Sempre serei muito grata pela oportunidade e compreensão do Paulo”.

Mayra Salles

Beatriz Cruz

Não fomos colegas de classe, nunca estudei com o Paulo, como muita gente. Aliás, eu nem o conhecia. Só de nome e de vista, principalmente na adolescência, lá em Ubatuba. Mais tarde fiquei sabendo das suas atividades, prisão e participação política junto ao PT. Conversamos mesmo pela primeira vez numa dessas festas do Elo. Aí eu comecei a colaborar com o Contato, enviando crônicas. Quando passei a fazer a revisão do jornal é que nos tornamos amigos. Amigos de infância, depois de coroas! O Paulo é brincalhão, gosta de provocar as pessoas, vive me chamando de Maria Beatriz de Orléans e Bragança Oliveira Costa da Cruz... Diz a todo mundo que pagava meu trabalho com passagens pra Paris, todo ano... Admiro sua dedicação ao Jornal, ele vai atrás de tudo, sempre querendo mostrar o que está errado, para que Taubaté possa melhorar, dando assim preciosa contribuição à cidade que ele ama e adotou como sua. Embora não tenha nascido aqui, tenha estudado, vivido e participado de atividades em outros locais, é nesta terra de Lobato (como ele costuma dizer) que estão fincadas suas raízes. Aqui ele tem milhões de amigos, é sempre festejado e muito querido. Admiro sobretudo sua honestidade e a coragem que teve ao denunciar as irregularidades que percebeu, tempos atrás, dentro do partido que ajudou a fundar, o PT. Enfrentou o Chefe e foi expulso. O resto da história todos conhecemos... Mas Paulo de Tarso Venceslau saiu dessa de cabeça erguida. Íntegro!

Parabéns, Cidadão Taubateano,

Beatriz Cruz

Marilda e Danilo Miranda

Associamo-nos a Camara Municipal de Taubaté na justa homenagem prestada a você, e estamos muito honrados em tê-lo em nossa família taubateana. Seu nome com certeza ajuda a dignificar nossa terra.

Marilda e Danilo Miranda

Toninho do Lapa

Começa a manhã no Pontal, Paulo de Tarso conversa com seu Lapa, o proprietário do famoso quiosque. Falam sobre política, vida e Paraty. Tudo regado a caipirinhas e casadinhos. PT, como era chamado pelo Bijú (filho mais novo do Lapa), naquela época era casado com a filha do Jacques, o francês. Começa a tarde,mais caipirinha e mais casadinho, embalados agora pela voz marcante do Vicente do Cana Verde com sua inseparável esposa Vitória, acompanhado pelo violão mágico do Aldo Cruz. Com a chegada da noite, o porre e a sensibilidade já vão altos e PT com os olhos mareados e fixos, ouvidos atentos de modo a não perder uma só palavra que vinha de um barbudo recitando sua poesia, o poeta Zé kleber. Noite alta, Paulo como sempre, educadamente se despede prometendo voltar de manhã. Hoje, Toninho do Lapa gostaria de um grande abraço, mas as manhãs se vão e a mesa do Paulo continua vazia...

Ya San Levy, amiga e admiradora

Qdo eu era adolescente ele fazia parte do meu imaginário, como se fosse um herói dos quadrinhos, um cara atrevido de alma revolucionária que lutava por um ideal e peitava os homens de ferro! Não o conhecia pessoalmente mas tinha por ele uma grande admiração e confesso, uma certa inveja! Um dia, quando o sol já brilhava diferente dos anos de chumbo, eis que ele reaparece num bar do largo do Rosário, senta-se à nossa mesa e começa a escrever uma nova história. E dessa, tenho certeza, eu também faço parte

Ya San Levy, amiga e admiradora