quarta-feira, 24 de junho de 2009

PREFEITO ROBERTO PEIXOTO É CASSADO

Em primeiríssima mão, o Jornal CONTATO divulga na íntegra a sentença do Juiz JOSÉ CLÁUDIO ABRAHÃO ROSA, da 141a. Zona Eleitoral de Taubaté.

VIVA!!

VAMOS COMEMORAR O COMEÇO DO FIM DA ADMINISTRAÇÃO MAIS CORRUPTA DA TERRA DE LOBATO

































Paulo de Tarso no Congresso Nacional de Estudantes

Entrevista ao Portal do PSTU no CNE em 13/06/2009
“A UNE está na contramão da História”

Paulo de Tarso Venceslau traça um paralelo entre o movimento estudantil de 1968 e de hoje e conta suas experiências de militância contra a ditadura
Por Diego Cruz

Ele foi o coordenador geral da preparação do congresso da UNE em 1968. Na clandestinidade, integrou a ALN (Ação Libertadora Nacional) e participou do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, antes de ser preso e ficar cinco anos na cadeia. Paulo de Tarso Venceslau foi um dos convidados do Congresso Nacional dos Estudantes, aonde contou suas memórias sobre os tempos em que a UNE ainda era sinônimo de combatividade.
O Portal do PSTU conversou com Venceslau, que traçou um paralelo entre a juventude e o movimento estudantil de ontem e hoje.

Como comparar o movimento estudantil hoje e movimento estudantil de 1968 que protagonizou a luta contra a ditadura?

Paulo de Tarso Venceslau – Na época tínhamos um movimento que não tinha nenhum vínculo com o governo, muito pelo contrário, era perseguido. Em 64, com o golpe, a sede da UNE aqui no Rio foi invadida e destruída. E naquele momento tinha uma curiosidade que era um movimento estudantil bastante amplo. Ele comportava correntes de várias conotações ideológicas, desde um liberal de esquerda até a esquerda radical. Essa independência que existia exigia um esforço muito grande para obter recursos, realizar eventos, encontros. As manifestações de 68 deixam claro que, apesar de todas as dificuldades, conseguíamos mobilizar e aglutinar não só os estudantes, mas outros setores da sociedade contra a ditadura. Passados esses 40 anos, a UNE foi reconstruída de certa forma mas foi monopolizada por duas forças políticas, o PCdoB e o PT, que vai a reboque. Essas correntes hoje têm um compromisso muito sério com o governo e que transformou a UNE numa correia de transmissão do Governo Federal. Uma coisa inimaginável há alguns anos atrás. Uma grande surpresa para mim foi saber desse congresso que representa um contraponto à mesmice que é a UNE hoje.

O movimento estudantil de 68 expressa erros e acertos, e o próprio congresso de Ibiúna mostra isso. Mas qual foi a importância da juventude na luta contra a ditadura?

Conseguíamos aglutinar amplos setores sociais, pela pluralidade com que o movimento estudantil. Setores como os intelectuais, o movimento operário, sindical. Não que fosse hegemonizado pelo movimento estudantil, mas pela simpatia que ele tinha na luta contra a ditadura. Aglutinamos os setores pensantes da época que não concordava com a ditadura. Você tinha na época uma falta de liberdade e organização que reprimia os partidos, as manifestações e tolhia a liberdade de expressão. E o movimento que conseguiu se organizar e protestar contra isso foi o movimento estudantil. E essa capacidade hoje o movimento estudantil perdeu. E hoje, pelo menos no Brasil, o movimento estudantil oficial está a reboque do governo que está aí.

Algo bastante difundido é a ideia de que naquela época havia uma bandeira clara que era a luta contra a ditadura e que hoje não existiriam razões para se lutar. O que o senhor pensa disso?
É uma tremenda bobagem isso. O mundo está mudando e hoje você tem um processo de globalização que atinge a grande maioria da população. Você tem o sucateamento dos serviços públicos, uma financeirização da economia que cada vez mais sucateia a economia produtiva. Você tem uma sociedade muito mais segmentada do que antes. Você hoje tem uma classe média que, apesar da propaganda do governo, está em extinção. Tem elementos de sobra para se fazer movimento estudantil hoje. Os estudantes é que tem que se organizar e escolher as bandeiras corretas, não sou eu quem vou dizer. Tem que haver essa sensibilidade, coisa que falta à UNE, ela está na contramão da história.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Escala lulista de valores

Uma coincidência e tanto. Acompanhe: abaixo, duas charges do Jornal CONTATO; mais abaixo, o editorial do Jornal O Estado de S.Paulo. Ambos materiais foram publicados no dia 19 de junho de 2009, sexta-feira. Parece que foram feitos um para o outro.
E la nave va...





A ESCALA LULISTA DE VALORES

O presidente Lula é um político que não tem princípios. Tem fins. Dele só se poderia esperar, portanto, que saísse em defesa do presidente do Senado, José Sarney, engolfado pela onda de escândalos na instituição que comanda pela terceira vez. É notório que Lula deve a alma, como se diz, a Sarney, seu aliado firme desde a campanha de 2002, e conta com ele e a sua patota para adquirir em 2010 a adesão do PMDB à candidatura da ministra Dilma Rousseff - a "sacerdotisa do serviço público", como o senador a endeusou em um comício. Além disso, desde que alcançou o Planalto, Lula tem demonstrado uma coerência impecável: sempre que se viu obrigado a escolher entre a ética e a conveniência, jamais desapontou os que apostavam que ficaria com esta em detrimento daquela. Ainda há pouco, quando rebentou na Câmara a história da farra das passagens aéreas, Lula deu de ombros. "Sempre foi assim", desdenhou, como que repetindo o comentário, no auge da crise do mensalão, em 2005, de que o caixa 2 é "usado sistematicamente" por todos os partidos.

Mesmo que novamente ele tenha confirmado o retrospecto, suas palavras chamam a atenção por desnudar uma vocação insanável para a desmoralização das instituições. Se as posições do presidente não surpreendem, os termos que lhe ocorrem para manifestá-las retratam uma mentalidade à qual pode se aplicar, no sentido mais raso, o que já considerou "a evolução da espécie humana" (para justificar a teoria de que, com a idade, os esquerdistas migram para o centro). Na política, ele não perde para ninguém em matéria de capacidade adaptativa. Vinte anos atrás, quando fazia questão de se exibir como o demolidor de "tudo isso que está aí", dizia que Sarney era "grileiro" e "grande ladrão". Hoje, quando inebriado pelas delícias do poder só pensa em desfrutá-las pelo maior tempo possível, ensina que "Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Pelo visto, na atual escala lulista de valores, as pessoas incomuns devem desfrutar de um salvo-conduto que lhes permita afrontar, se não a lei, o decoro pelo qual, dada a sua condição, deveriam ser as primeiras a zelar.

O presidente fez coro com o senador bom companheiro que foi à tribuna invocar a "correção de uma vida austera, de família bem composta" como uma espécie de manto protetor contra críticas e notícias constrangedoras - como o recebimento indevido, meses a fio, de R$ 3.800,00 de auxílio-moradia (o que primeiro negou e depois disse desconhecer) ou o fato de ter sete parentes e dois afilhados políticos incluídos por baixo dos panos na folha de pagamento do Senado. Lula também ecoou a versão sarneyana de que é vítima de "setores radicais da mídia" e outros supostos interessados em enfraquecer o Legislativo, ao desqualificar como "denuncismo" a exposição objetiva de indecências que os políticos e seus parceiros na alta burocracia do Congresso escondiam nos porões. O caso escabroso dos atos administrativos secretos, já na casa dos 650, por exemplo, foi revelado por dois repórteres deste jornal que tiveram acesso às descobertas de uma comissão de sindicância do próprio Senado.

Impermeável à realidade e com a sua famosa quase-lógica, Lula perguntou retoricamente "o que ganharia o Senado em ter uma contratação secreta, se tem mais de 5 mil funcionários transitando por aqueles corredores". Talvez ele devesse procurar a resposta com o notório Agaciel Maia, que recentemente teve de se demitir da direção-geral da Casa para a qual foi nomeado por Sarney há 14 anos. Lula atacou a imprensa por "todo dia arrumar uma vírgula a mais" no noticiário da esbórnia. Para ele, com o seu amoralismo, pode parecer uma vírgula. Para a opinião pública, é um ponto de exclamação. Ressalte-se que nada do que se veiculou sobre as mazelas das Casas do Congresso foi desmentido, o que torna dispensável a advertência do presidente sobre o risco de a imprensa ser "desacreditada". Ele se disse preocupado com as denúncias, porque "depois não acontece nada". Não venha o presidente do mensalão ofender a sensibilidade dos brasileiros ao sugerir que, em razão da impunidade - assunto sobre o qual ele pode falar de boca cheia -, melhor faria a mídia se o imitasse, compactuando, nesse caso pelo silêncio, com os abusos dos poderosos.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Reforma no Regional

Novas fotos do quarto andar do Hospital Regional, onde estão 34 leitos desativados, comprovam as informações divulgadas há três semanas seguidas pelo Jornal CONTATO.
As imagens também confirmam a versão mentirosa apresentada pela Sociedade Assistencial Bandeirantes (SAB), que administra o hospital, e pelo governo do estado de São Paulo. Eles alegaram que o local estava com reforma em andamento para justificar a desativação dos 34 leitos.
No entanto, nosso repórter Marcos Limão conversou com os operários no local. Eles confirmaram que a obra começou somente no dia 8 de junho, segunda-feira.
Ainda neste blog, nas postagens abaixo, denominadas "Mentiras a granel", o internauta pode conferir toda a polêmica em torno da desativação. As explicações seguem ordem cronológica.
Como se vê, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), só liberou o dinheiro para a reforma depois que as informações do Jornal CONTATO chegaram aos gabinetes da Assembléia Legislativa.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mentiras a granel



Acompanhe de maneira cronológica a polêmica sobre a desativação de 34 leitos no quarto andar do Hospital Regional, enquanto pessoas morrem todos os dias no Pronto Socorro Municipal de Taubaté à espera de vagas em hospitais.

Dia 22 de maio. CONTATO revela que os 34 leitos do quarto do Hospital Regional estão desativados.

Dia 26 de maio. A assessoria de imprensa da Sociedade Assistencial Bandeirantes (SAB), que recebe dinheiro do governo do estado de São Paulo para administrar o hospital, divulga a seguinte nota: “Informo que o Hospital Regional do Vale do Paraíba está com o 4º andar passando por reformas, isso como parte do cronograma de obras de melhoria. É a continuidade do que já aconteceu com as Unidades de Internação Adulto e Infantil (5º, 6º e 7º andares). De modo que as obras de Infra-estrutura são para melhorar o atendimento que é oferecido à população do Vale do Paraíba, sendo que seria difícil realizar o trabalho sem provocar transtornos aos pacientes internados na Unidade. Em contrapartida, conseguimos remanejar os leitos em outras alas e a taxa de ocupação e a rotatividade de cirurgias e internações foi mantida”.

Dia 2 de junho. CONTATO comparece ao quarto andar do Hospital Regional e verifica in loco a inexistência da qualquer obra no local. Nossos repórteres também fazem o registro fotográfico do quarto andar. Neste mesmo dia, CONTATO solicita uma entrevista com os diretores do Hospital Regional. Sem resposta.

Dia 4 de junho. CONTATO pede para a Secretaria Estadual da Saúde informar o gasto exato da obra, o nome da empresa que vai executá-la e as datas de início e término da obra. No mesmo dia, a Secretaria de Saúde divulga a seguinte nota: “O Hospital Regional do Vale do Paraíba esclarece que o quarto andar teve seus serviços transferidos para outros andares para passar por reforma e readequação de área. A expectativa inicial é que as obras sejam concluídas em 90 dias. O valor da obra é de cerca de R$ 2 milhões”.

Acompanhe a seguir as fotos do quarto andar do Hospital Regional feitas no dia 2 de junho. A SAB agora vai mudar de nomenclatura. Vai se chamar "Grupo Saúde Bandeirantes". Fotos de Marcos Limão
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Mentiras a granel

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