segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PMDB corrupto

Na mesma semana em que CONTATO publica sua reportagem "Militante histórico do PMDB apresenta sua (ácida) defesa prévia", edição 397, sobre o processo de expulsão de um dos fundadores do PMDB de Taubaté, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) concede entrevista bombástica à revista Veja. Para quem ainda não teve a oportunidade de ler, CONTATO reproduz os principais trechos:

"Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos (...) A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O senador também falou sobre o governo Lula: "O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é uma piada de mau gosto.Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoados de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores (...) O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou a mascára cair, abriu a porta para a corrupção."

Sobre os atores políticos: "A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo (...) É possível [uma mudança da classe política], mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas."

Um comentário:

DULA disse...

QUEM ACREDITA NA LIBERDADE DE ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PUBLICO????
QUEM DÁ AS CARTAS???ISSO É UM MISTÉRIO.........