sábado, 23 de agosto de 2008

O que dizem as pesquisas?

Segue abaixo a reportagem publicada na edição 378, de 22 a 29 de agosto. Deixe seu comentário.



Búzios, Pesquisas e Cenários

Em um período de apenas 72 horas duas pesquisas foram amplamente divulgadas. A realizada pelo IBOPE contratado pela TV Vanguarda mostra Roberto Peixoto (PMDB) com 29 %, Ortiz Junior (PSDB) com 27 %, Padre Afonso (PV) com 20 % e Fernando Borges (PSOL) com apenas 1 % de intenção de voto.
Três dias depois, o instituto Brasmarket e o jornal Valeparaibano divulgaram os números que apontam 32,2 % para Ortiz Jr, 24,6 % para Peixoto, 21,1 % para Padre Afonso e apenas 0,7 % para o socialista Borges.
O que pode e o que não pode ser comparado?
Cenários à vista

Com base nos números disponíveis, foram construídos dois cenários sobre os próximos desdobramentos da corrida eleitoral. Outros cenários ficam por conta do fértil imaginário de nosso leitor.

Cenário 1

Consolidam-se a tendência ascendente de Ortiz Júnior e a descendente de Roberto Peixoto. Nesse caso, poderá ocorrer uma debandada por parte dos correligionários da situação em busca de algum espaço com a futura nova administração. Para os assessores mais graduados não haverá diferença alguma se a derrota for por um ou por milhares de votos. Para eles, a derrota poderá levá-los às barras da Justiça, caso o vencedor decida apurar para valer os desmandos ocorridos com recursos públicos amplamente denunciados.
Para evitar que isso ocorra, esses assessores, mesmo que seja à revelia do chefe Peixoto, tentarão estabelecer pontes com os outros dois candidatos para evitar que futuras retaliações os atinjam. Nesse caso, poderão oferecer informações confidenciais sobre contratos, obras, compras e muito mais. Porém, mais importante será a oferta de apoio político suficiente para garantir a vitória, no caso de Ortiz Júnior.
Já para o candidato verde, Padre Afonso deverá oferecida a proposta de apoio suficiente para reverter a diferença, que ainda é pequena, entre sua candidatura e a do candidato tucano.
O eleitor deve ficar atento para observar se esse cenário ocorrerá ou não.

Cenário 2

As tendências se estabilizam e consolidam o quadro atual onde Peixoto poderá perder por uma pequena margem de votos. Por isso mesmo, peixotistas e petistas tentariam até o último momento reverter esse quadro.
Nesse cenário, Padre Afonso poderá ser o fiel da balança. Consolidado com um magnífico cacife eleitoral, porém insuficiente para lhe garantir a vitória, o Padre poderá ser assediado pelos outros dois candidatos em busca de apoio, mesmo que informalmente, mas o suficiente para garantir uma vitória, mesmo que seja por decisão eletrônica, como ocorreu na prova de 400 metros rasos nas Olimpíadas de Pequim quando dois corredores receberam medalha de prata.
Nesse caso, vale a pena observar os movimentos do candidato verde para ver se ele resistirá ou não aos apelos e ofertas que não serão poucas. Vale observar que não se trata de um preço monetário mas sim de espaços políticos que poderão negociados na próxima administração.
Os resultados dessas manobras só saberemos após a apuração dos votos.
Posted by Picasa

3 comentários:

Francisco Castro disse...

Olá, gostei muito do seu blog e de sua abordagem.

Parabéns!


Um abraço

Anônimo disse...

A eleição em Taubaté chegou a um ponto que a população não vai votar " favor de alguem" mas "contra alguem".
E para começar deveriamos não reeleger a maioria dos vereadores assim os que entrarem agora ficam mais espertos e deixariam de ver o povo como MANÉ e assim Fiscalizariam melhor o prefeito, seja ele lá quem for.
Afinal de contas o prefeito não cumpre mandato sozinho, aonde estão ou estavam os vereadores dessa cidade enquando o prefeito errava?
Acredito que se os vereadores fossem de verdade representantes do povo na camera, o prefeito- seja ele lá quem for- se sentiria obrigado a fazer o melhor.
Se o prefeito é ruim, pior são os vereadore-cumplices que ali estavam tudo viram e souberam e nada fizeram.

Zeca Cobra disse...

Com esse sistema de eleição proporcional pode ocorrer da gente votar em uma pessoa de bem e eleger um bandido. A formação dos partidos e coligações já é feita e os candidatos são escolhidos de forma a atender alguns interesses.

No final das contas o pobre eleitor ainda fica com a sensação de que é o culpado pelos maus representantes que tem.

Agora "se os vereadores fossem de verdade representantes do povo na camera"... O anônimo certamente se referia à Câmara.